Semana triste para o cinema, com a perda de Bergmann e Antonionni, dois diretores que são percursores de muito o que temos no cinema hoje. Só para você ter uma idéia, Woody Allen confesa-se discípulo de Bergamann e Wim Wenders aclama Antonionni.Para quem quer entender melhor o que esses mitos representaram no cinema, o caderno Cultura da ZH de ontem tem uma reportagem bem bacana escrita pelo Lerina, com seu texto leve e despretensioso. Confere aqui , ó.

Naturalmente, as especulações agora se dão em torno de qual o melhor cineasta ainda vivo, voltando as atenções para Allan Resnais e Abbas Kiarostami. A ilustrada tá fazendo uma enquete sobre qual o melhor filme de Bergmann e Antonionni e a especulção sobre o melhor diretor ainda vivo. Por enquanto, Coppola (meu voto) empata com Almodóvar (eca). E o esperado, o Sétimo Selo aclamado com a obra-prima de Bergmgann e Blow-up para Antonionni. Dá pra votar ate quarta-feira.
Textinho muito simpático escreve o cineasta Domingos de Oliveira no blog Ilustrada no cinema, que eu cito aqui um trechinho:
(...)"No futuro, as crianças cineastas aprenderão nas escolas que, entre o início do século 20 e o início do século 21, viveram três cineastas a quem nunca mais ninguém se comparou. Artistas que contaram a humanidade como aquele outro, russo, chamado Dostoiévski. Dizem que é preciso entender da vida para compreender a arte. A formulação está inversa. É preciso conhecer da arte para saber o que é a vida. A arte é o arauto. Ela conta aos homens aquilo que, confusos e torturados, eles não conseguem compreender. Devassam o intenso mistério da condição humana.
Charles Chaplin, sem dúvida, dos três é quem mais amou. Fellini atravessava com sua câmera as paredes finas do real e filmava o transcendente. Bergman talvez tenha sido menos divino, o mais humano desses três reis magos. E trouxe a alma para o cinema. Aquilo que é mais complexo no homem. O mais complexo da sua consciência. E descobriu, segundo declarou, a cor da alma: é vermelha."(...)

Nenhum comentário:
Postar um comentário